Democratização da comunicação é tema de debates em São Paulo
FENAJ, Sindicato dos Jornalistas de SP e Barão de Itararé
promovem atividades
Por Érica Aragão, com informações do Barão de Itararé e
Sindicato dos Jornalistas de SP - 25/11/2015
A concentração da propriedade nas mãos de pouco menos de 10
famílias atrasa a ampliação da democracia no país. E essa história é marcada
pelo monopólio da palavra e do debate público.
Um monopólio que está a serviço da elite econômica e sem
compromisso social com a população. A mídia não mostra todos os lados e nem
todas as notícias, elas são selecionadas de acordo com seus interesses.
A comunicação deveria ser um serviço público e que gerasse
um debate crítico na sociedade para que fosse construído um país cada vez
melhor. A comunicação é um direito humano e a liberdade de expressão é condição
indispensável para garantia da democracia.
Entidades que lutam pela ampliação das vozes e pela total
liberdade de expressão estarão esta semana promovendo 3 atividades para debater
a mídia democrática para o Brasil.
Serviços:
FENAJ e Jornalistas de SP
O sindicato dos jornalistas de São Paulo organiza, junto com
a FENAJ, e sedia 2 debates sobre mídia democrática para o Brasil. A proposta é
debater questões como objetividade e subjetividade da mídia, concentração da
propriedade dos meios de comunicação, legislação e regulação, e também o
"Direito de Resposta", projeto do senador Roberto Requião,
recentemente sancionado com um veto pela presidente Dilma Rousseff e que tem
causado polêmica nos meios de comunicação mas que também recebeu muitos apoios.
Nesta quarta (25) terão na mesa: Franklin Martins, Paulo
Henrique Amorim, Laurindo Leal Filho. E na quinta (26), João Feres, Fábio
Konder Comparato e o senador Roberto Requião estarão presentes.
Ambos debatem começam às 18h30 e serão na sede do Sindicato
dos Jornalistas de São Paulo, na Rua Rego Freitas 530.
Barão de Itararé
No Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
vai rolar debate e homenageia, no dia 26 de novembro, o legado de Vito
Giannotti, histórico lutador pela democratização dos meios de comunicação no
Brasil.
A atividade consistirá em um bate-papo com Cláudia Santiago
Giannotti (Núcleo Piratininga de Comunicação), Nilton Viana (editor do jornal
Brasil de Fato) e Sebastião Neto (Projeto Memória da Oposição Sindical Metalúrgica).
Além disso, também ocorrerá o descerramento de uma placa com o nome do
revolucionário ítalo-brasileiro, que batizará o auditório do Barão de Itararé.
Operário, dirigente sindical, comunicador popular e
coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) - entidade que é
referência em comunicação popular e sindical no país - Vito Giannotti faleceu
no dia 24 de julho de 2015, aos 72 anos de idade. Na ocasião, o Barão de
Itararé publicou a nota Vito, um grande abraço.
A atividade, com início marcado às 19h, é aberta e ocorre na
sede do Barão de Itararé (Rua Rego Freitas, 454, conjunto 83 - República - São
Paulo/SP).
Marcadores: democratização da comunicação, mídia golpista, monopólio da mídia, oligopólio da mídia, regulação da mídia


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